Dr. Luciano de Sousa Pereira Oftalmologia
Área de atuação

Oncologia Ocular

Tumores da pálpebra, da conjuntiva, do interior do olho e da órbita.

A maioria das lesões que aparecem no olho é benigna. Uma parte não é, e a diferença raramente é visível para quem olha no espelho. Quando o diagnóstico é precoce, o tratamento costuma ser menor e com mais chance de preservar o olho.

Entenda

O que é tratado

Tumores da pálpebra

Os mais frequentes. O carcinoma basocelular responde pela maior parte, cresce devagar e invade localmente. O carcinoma sebáceo merece atenção porque imita um calázio comum, e por isso uma lesão que volta sempre no mesmo lugar precisa ser investigada.

Tumores da conjuntiva

Nevos, melanose adquirida, melanoma, carcinoma de células escamosas e linfoma. Manchas escuras que mudam de tamanho, de cor ou ganham vasos ao redor precisam ser documentadas.

Tumores dentro do olho

O melanoma de coroide é o tumor maligno intraocular mais comum no adulto e costuma ser silencioso no início, descoberto em exame de rotina. Metástases de outros órgãos também chegam ao olho.

Retinoblastoma

O tumor ocular maligno mais comum da infância, quase sempre antes dos 5 anos. O sinal mais conhecido é o reflexo branco na pupila em fotos com flash. O diagnóstico precoce muda o prognóstico de forma decisiva.

Tumores da órbita

Linfomas, tumores da glândula lacrimal, lesões vasculares e metástases, que se manifestam por olho saliente, visão dupla ou queda de visão.

Lesões induzidas por sol

Alterações da superfície ocular ligadas à exposição solar acumulada, comuns em quem trabalha ao ar livre.

Sinais

Quando procurar

Procure avaliação se você notou:

  • Nódulo ou espessamento em qualquer parte da pálpebra
  • Ferida na pálpebra que não cicatriza ou sangra com facilidade
  • Perda de cílios em um ponto específico
  • Calázio que volta sempre no mesmo local
  • Mancha escura no olho que aumentou ou escureceu
  • Mancha rosada e elevada na conjuntiva
  • Pinta na íris que mudou de tamanho ou formato
  • Queda de visão, flashes de luz ou sombra no campo visual
  • Reflexo branco na pupila da criança em fotos com flash
  • Estrabismo que apareceu de repente em criança pequena
Reflexo branco na pupila de uma criança pede avaliação imediata, mesmo que ela pareça enxergar bem.

Reconheceu algum desses sinais?A avaliação começa por uma conversa e um exame completo. Você sai sabendo o que tem e o que vem a seguir.

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Consulta

Como é a avaliação

A avaliação começa pela descrição precisa da lesão: localização, tamanho medido, cor, bordas, vasos e mobilidade sobre os planos profundos. A fotografia clínica é feita na primeira consulta, porque a comparação ao longo do tempo é um dos critérios mais fortes para separar lesão estável de lesão em crescimento.

Nas lesões internas, o fundo de olho com pupila dilatada alcança a periferia da retina, onde muitos tumores se escondem. A ultrassonografia mede a espessura e ajuda a diferenciar melanoma de nevo, e a tomografia de coerência óptica mostra o efeito sobre a retina.

A biópsia é indicada quando o resultado muda a conduta. O material vai para exame anatomopatológico e, quando necessário, imuno-histoquímica, que identifica a origem exata do tumor. Confirmada a malignidade, o estadiamento é feito junto com a oncologia clínica.

Conduta

Tratamento

A conduta depende do tipo, do tamanho e da extensão. Qualquer proposta feita antes do diagnóstico é precipitada.

Cirurgia com margens. Base do tratamento das lesões palpebrais e conjuntivais malignas. A lesão sai com uma faixa de tecido sadio e a análise das margens confirma se a remoção foi completa. A reconstrução devolve à pálpebra a capacidade de fechar e proteger a córnea.

Tratamentos locais. Crioterapia nas margens de lesões conjuntivais e quimioterapia em colírio, em ciclos, para determinadas lesões da superfície ocular.

Braquiterapia. Uma placa radioativa é fixada temporariamente sobre a base do tumor e retirada em uma segunda cirurgia. É o tratamento conservador mais usado no melanoma de coroide.

Tratamento sistêmico e radioterapia. Conduzidos com a oncologia clínica, com o oftalmologista responsável pelo acompanhamento local.

Observação com documentação. Lesões pequenas e sem características de risco são acompanhadas com fotografia e medidas em intervalos definidos. Acompanhar não é deixar para depois, é vigiar com critério.

Depois

Acompanhamento

Depois do tratamento o seguimento é longo, com retornos programados, exame de toda a superfície ocular e do fundo de olho e medidas comparadas. A maior parte das recidivas aparece nos primeiros anos.

Quem já teve um câncer de pele na face tem risco maior de desenvolver outro. Nesses casos, o exame periódico das pálpebras e a proteção solar diária entram na rotina.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Não. A maioria é benigna e permanece igual a vida inteira. O que chama atenção é a mudança: crescer, escurecer, ganhar vasos ou surgir depois dos 40 anos.

A pálpebra é uma das regiões mais atingidas pelo câncer de pele da face. Costuma aparecer como uma lesão que não cicatriza, com perda de cílios no local. Tratado cedo, a cirurgia é menor.

Na maior parte dos casos, não. Boa parte dos tumores oculares tem tratamento que preserva o olho, principalmente com diagnóstico precoce. A retirada é exceção e sempre discutida com você antes.

Essa preocupação é frequente e não corresponde à prática atual. A biópsia é feita com técnica planejada para evitar disseminação, e o diagnóstico correto é o que permite escolher o tratamento.

O exame anatomopatológico costuma levar de 7 a 15 dias. Com imuno-histoquímica, o prazo se estende. O retorno já sai agendado.

Agende uma avaliação

Se você notou uma lesão na pálpebra ou uma mancha no olho que mudou, agende uma avaliação.

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