Dr. Luciano de Sousa Pereira Oftalmologia
Área de atuação

Cirurgia Refrativa

Correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo.

A cirurgia refrativa muda o modo como a luz é focada dentro do olho e reduz a necessidade de óculos. O ponto mais importante não é a tecnologia, é a seleção. Operar quem não deve ser operado é a principal causa de problema grave nessa cirurgia.

Entenda

O que a cirurgia corrige

Miopia

Dificuldade de enxergar de longe. A imagem se forma antes da retina, em geral porque o olho é mais longo que o normal.

Hipermetropia

Esforço para enxergar de perto e, em graus maiores, também de longe. O olho compensa com esforço constante, o que causa cansaço visual e dor de cabeça.

Astigmatismo

Distorção da imagem em todas as distâncias, por curvatura irregular da córnea. O paciente descreve letras com sombra e luzes que esticam.

Presbiopia

A perda do foco de perto que começa por volta dos 40 anos. Tem abordagens próprias, diferentes das usadas para grau de longe.

Sinais

Quando procurar

Critérios gerais para ser candidato:

  • Idade a partir de 18 anos, de preferência 21 ou mais
  • Grau estável por pelo menos 12 meses
  • Córnea com espessura e formato adequados
  • Ausência de ceratocone e de sinais de risco para ele
  • Olho sem doença ativa e sem olho seco grave
  • Retina avaliada e sem lesões que exijam tratamento prévio
  • Expectativa realista sobre o resultado
No ceratocone a córnea afina e se deforma de forma progressiva, e operar com laser pode acelerar esse processo. Por isso a tomografia de córnea é obrigatória e alguns pacientes recebem a informação de que não são candidatos. Dizer não faz parte do trabalho.

Reconheceu algum desses sinais?A avaliação começa por uma conversa e um exame completo. Você sai sabendo o que tem e o que vem a seguir.

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Consulta

Como é a avaliação

A consulta usa vários equipamentos porque cada um responde a uma pergunta diferente.

Refração com cicloplegia. O colírio que paralisa temporariamente o foco revela o grau real, sem a interferência do esforço do olho. É a medida usada no planejamento.

Topografia, tomografia e paquimetria. Mapeiam a curvatura das duas faces da córnea e a distribuição da espessura. São esses exames que identificam ceratocone e definem quanto tecido pode ser tratado com segurança.

Aberrometria, pupila e superfície ocular. Analisam distorções ópticas além do grau comum, o tamanho da pupila no escuro, que tem relação com halos noturnos, e o filme lacrimal, já que o olho seco é a queixa mais frequente do pós-operatório.

O resultado é uma resposta objetiva: você é candidato, é candidato a uma técnica específica, ou não é candidato hoje. Nos três casos, a explicação vem com os exames na tela.

Conduta

Técnicas

PRK. O laser é aplicado na superfície da córnea, após a remoção do epitélio, que se regenera em poucos dias. Não cria lamela, o que é vantagem em córneas mais finas e em esporte de contato. Os primeiros dias são mais desconfortáveis.

LASIK. Uma lamela fina é criada e levantada, o laser trata o tecido abaixo e a lamela é reposicionada. Recuperação visual rápida e pouco desconforto. Exige espessura de córnea suficiente.

Lente fácica implantável. Uma lente é implantada dentro do olho, sem tratar a córnea com laser. É a alternativa para graus altos e para córneas que não permitem laser.

Troca do cristalino. Indicada em pacientes mais velhos, sobretudo quando já existe catarata inicial. Corrige o grau e trata a catarata no mesmo procedimento.

A escolha sai do cruzamento entre grau, espessura e formato da córnea, idade e rotina. Não existe técnica melhor em abstrato, existe a técnica adequada ao seu olho.

Depois

Recuperação

No LASIK a visão melhora nas primeiras 24 horas e o retorno ao trabalho costuma acontecer em 1 a 3 dias. No PRK os três a cinco primeiros dias são de mais desconforto, com a visão melhorando ao longo de semanas.

Nos dois casos os colírios são usados por semanas, o olho seco é comum nos primeiros meses e responde a lubrificação, e piscina, mar e esportes de contato ficam suspensos pelo período orientado.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Durante o procedimento, não. Depois depende da técnica: no LASIK o desconforto é leve e passa em horas, no PRK os primeiros dias são mais incômodos e acompanhados com medicação.

O tratamento é permanente, e o olho continua envelhecendo. Graus altos e alterações naturais ao longo dos anos podem levar a um grau residual pequeno. A partir dos 40 anos a vista cansada aparece de qualquer forma, porque tem outra causa.

Cirurgia refrativa com laser está contraindicada. Existem outros tratamentos, incluindo o crosslinking para estabilizar a doença e, em casos selecionados, implante de anéis.

Não. As alterações hormonais mudam o grau e a superfície ocular. Recomenda-se aguardar o fim da gestação e da amamentação.

No LASIK, de 1 a 3 dias na maioria dos casos. No PRK, de 5 a 7 dias. Atividades com poeira, água ou risco de trauma exigem afastamento maior.

Agende uma avaliação

Se você quer saber se é candidato, agende a avaliação. Ela termina com uma resposta clara sobre o seu caso.

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