Dr. Luciano de Sousa Pereira Oftalmologia
Área de atuação

Neuroftalmologia

A investigação da visão quando o problema não está no olho.

Enxergar não termina no olho. A imagem viaja pelo nervo óptico, atravessa o cérebro e só então vira visão. Quando alguma parte desse caminho é afetada, o exame do olho pode vir normal e a queixa continuar.

Entenda

O que a neuroftalmologia trata

Neurite óptica

Inflamação do nervo óptico, comum entre 20 e 45 anos. Perda de visão em poucos dias, dor ao movimentar o olho e cores apagadas de um lado. Pode ser a primeira manifestação de esclerose múltipla e de outras doenças autoimunes.

Neuropatia óptica isquêmica

Perda de visão súbita e indolor, quase sempre percebida ao acordar, mais frequente depois dos 50 anos. Liga-se a pressão alta, diabetes e apneia do sono. Uma forma específica é urgência, pelo risco de atingir o outro olho em dias.

Neuropatias compressivas

Tumores, aneurismas e alterações da hipófise comprimindo o nervo ou o quiasma. O sinal clássico é a perda lenta do campo visual periférico, que o paciente percebe tarde.

Hipertensão intracraniana

Pressão alta dentro do crânio, com dor de cabeça, escurecimentos rápidos da visão, zumbido pulsátil e inchaço do nervo óptico. Sem tratamento, leva à perda visual permanente.

Paralisias dos nervos oculomotores

Comprometimento dos nervos que movimentam o olho, com visão dupla e às vezes pálpebra caída. A causa varia de microvascular, comum no diabetes, a compressiva, que exige imagem imediata.

Miastenia gravis ocular

Pálpebra caída e visão dupla que pioram ao longo do dia e melhoram com repouso. Essa variação ao longo do dia é o que distingue a doença das demais.

Alterações por doença cerebral

Acidente vascular cerebral, tumores e traumas na via visual posterior apagam metade do campo visual dos dois olhos. O paciente descreve como se um lado do mundo tivesse sumido.

Neuropatias hereditárias e tóxicas

Perda visual progressiva ligada à genética, a medicamentos, ao álcool, ao tabagismo pesado ou à falta de vitamina B12. Identificar cedo muda o curso em parte dos casos.

Alterações pupilares

Pupilas de tamanhos diferentes podem ser variação normal ou primeiro sinal de condição grave, como a síndrome de Horner. A diferença se faz no exame.

Sinais

Quando procurar

Marque uma avaliação se você tem ou teve:

  • Perda de visão em um olho, súbita ou instalada em poucos dias
  • Escurecimento da visão que dura segundos e volta ao normal
  • Visão dupla, com um olho ou com os dois abertos
  • Sensação de que falta um pedaço do campo visual
  • Cores mais apagadas em um olho quando comparado ao outro
  • Dor ao movimentar o olho, junto com queda de visão
  • Pálpebra caída recente, ainda mais se piora no fim do dia
  • Pupilas de tamanhos diferentes
  • Dor de cabeça persistente com alteração visual ou zumbido pulsátil
  • Diagnóstico neurológico que exige acompanhamento da visão
Perda visual súbita, visão dupla recente e dor de cabeça intensa com alteração da visão pedem avaliação no mesmo dia.

Reconheceu algum desses sinais?A avaliação começa por uma conversa e um exame completo. Você sai sabendo o que tem e o que vem a seguir.

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Consulta

Como é a avaliação

A consulta leva de 40 a 60 minutos e a maior parte desse tempo é exame clínico. A história costuma apontar o diagnóstico antes de qualquer aparelho: quando começou, como evoluiu, quais doenças você tem e o que já usou.

Exame neuroftalmológico. Acuidade visual, visão de cores, reflexos pupilares, movimentação ocular e fundo de olho com pupila dilatada, com atenção ao nervo óptico.

Campo visual e tomografia de coerência óptica. O campo visual mapeia a visão periférica ponto a ponto e o padrão da perda indica onde está a lesão. A tomografia mede a camada de fibras nervosas e mostra perda antes de o dano ficar visível.

Imagem e laboratório. Ressonância de crânio e órbitas com protocolo específico, exames de sangue e outros conforme a suspeita. O pedido sai com a orientação exata do que procurar, o que evita exame repetido.

Boa parte dos diagnósticos exige neurologia, endocrinologia, reumatologia ou neurocirurgia. A condução é conjunta, com o oftalmologista responsável pela via visual.

Conduta

Tratamento

Não existe um tratamento de neuroftalmologia. Existe o tratamento da causa, e por isso a investigação vem antes.

Conforme o diagnóstico, a conduta envolve corticoide na fase aguda de uma neurite, controle de pressão e diabetes nas neuropatias vasculares, medicação e perda de peso na hipertensão intracraniana, imunossupressores nas doenças autoimunes, prismas ou cirurgia para a visão dupla, e encaminhamento à neurocirurgia quando há lesão comprimindo o nervo.

Em algumas condições o objetivo é recuperar visão. Em outras, preservar a que existe e proteger o olho ainda saudável. Essa diferença é dita com clareza na consulta.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Quando a alteração está no nervo óptico ou na via visual dentro do cérebro, a estrutura do olho pode estar preservada e a refração vir normal. É o cenário em que a avaliação neuroftalmológica se aplica.

Não. Você pode agendar direto. Traga exames, laudos e relatórios, inclusive os antigos.

Em parte dos casos, sim. Em outros, a consulta define a hipótese principal e os exames que vão confirmá-la. Você sai sabendo qual é a suspeita e em quanto tempo terá a resposta.

Nem sempre, mas exige avaliação rápida. Algumas causas se resolvem em semanas e outras indicam compressão de nervo, que precisa de imagem com urgência.

Provavelmente não. A avaliação do nervo óptico exige dilatação da pupila, e a visão de perto fica embaçada por algumas horas.

Agende uma avaliação

Se você tem um sintoma visual sem explicação, agende uma avaliação no Instituto Panamericano da Visão.

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