Órbita
A cavidade óssea que abriga o olho, e o que acontece quando algo cresce, inflama ou quebra dentro dela.
A órbita guarda o olho, os músculos que o movimentam, o nervo óptico, vasos e gordura. É um espaço fechado e sem folga. Qualquer coisa que aumente de volume ali dentro empurra o olho para fora e pode comprimir o nervo.
O que é tratado
Orbitopatia de Graves
A doença de órbita mais comum, associada à tireoide. Os músculos e a gordura ao redor do olho incham, o olho fica saliente, a pálpebra retrai e pode surgir visão dupla. Nos casos graves o nervo óptico é comprimido.
Fase ativa e fase estável
O quadro tem uma fase inflamatória e depois uma fase estável. Cada uma pede conduta diferente, e reconhecer em qual delas o paciente está é o passo mais importante do tratamento.
Tumores da órbita
Podem ser benignos, como hemangioma e cistos dermoides, ou malignos, como linfomas e metástases. O sinal mais comum é o olho que se projeta devagar, às vezes com visão dupla ou queda de visão.
Inflamações orbitárias
A doença inflamatória orbitária provoca dor, vermelhidão e inchaço de instalação rápida. Sarcoidose e outras doenças sistêmicas também se manifestam na órbita e exigem investigação ampla.
Celulite orbitária
Infecção dentro da órbita, quase sempre vinda dos seios da face. Cursa com dor, febre, inchaço intenso e dificuldade de movimentar o olho. É emergência.
Fraturas
Traumas na face quebram as paredes finas da órbita, mais comum no assoalho. Quando o músculo fica preso, surge visão dupla ao olhar para cima e dormência da bochecha. Em crianças, algumas fraturas exigem cirurgia em poucos dias.
Doenças da glândula lacrimal
Aumentos, inflamações e tumores da glândula que produz a lágrima, na porção superior e externa da órbita.
Quando procurar
Procure avaliação se você percebeu:
- Um olho mais saliente que o outro
- Olho vermelho e inchado que não melhora com colírio
- Visão dupla junto com inchaço ao redor dos olhos
- Pressão ou dor profunda atrás do olho
- Queda de visão em quem tem alteração de tireoide
- Pálpebra mostrando a parte branca acima da íris
- Inchaço perto da sobrancelha que cresce ao longo de semanas
- Dormência na bochecha ou no lábio após uma pancada
- Olho que parece ter afundado depois de um trauma
Reconheceu algum desses sinais?A avaliação começa por uma conversa e um exame completo. Você sai sabendo o que tem e o que vem a seguir.
Agendar consultaComo é a avaliação
A exoftalmometria mede em milímetros o quanto cada olho está projetado, o que permite comparar os lados e acompanhar a evolução com números. O exame inclui ainda a movimentação ocular, a abertura das pálpebras, a palpação das bordas e a sensibilidade da face.
O exame do nervo óptico é obrigatório em toda avaliação. Acuidade, visão de cores, reflexos pupilares, campo visual e tomografia de coerência óptica funcionam como o alarme de compressão, e são eles que dizem se o quadro pode ser observado ou precisa de intervenção rápida.
A tomografia computadorizada mostra o osso e é a escolha no trauma. A ressonância detalha partes moles e é preferida em tumores e inflamações. A condução costuma ser conjunta com endocrinologia, reumatologia, otorrinolaringologia ou oncologia.
Tratamento
Nem toda doença de órbita se opera, e reconhecer isso evita cirurgia desnecessária.
Orbitopatia em fase ativa. Controle da tireoide, parada do tabagismo, lubrificação intensa e corticoide venoso nos casos moderados a graves. Quando o nervo óptico está comprimido, a descompressão cirúrgica é feita em caráter de urgência.
Fase estável. A reabilitação segue uma ordem definida: primeiro a descompressão, depois a correção do estrabismo e por último a cirurgia das pálpebras. Inverter essa ordem compromete o resultado.
Tumores. Lesões benignas bem delimitadas podem ser acompanhadas com imagem. Havendo crescimento, dor ou risco para o nervo, a indicação é cirúrgica. Em suspeita de malignidade, a biópsia vem primeiro e define o tratamento.
Fraturas. A decisão considera o tamanho do defeito, o músculo preso, a visão dupla e o afundamento do olho. A reconstrução usa implantes que restauram a parede quebrada.
Recuperação
O inchaço é importante nos primeiros dias e melhora ao longo de duas a quatro semanas. Repouso com a cabeceira elevada e compressa fria nas primeiras 48 horas fazem diferença real nessa fase.
Nas descompressões e reconstruções de fratura a internação é curta, em geral de um dia. A visão dupla pode piorar de forma temporária e é reavaliada quando os tecidos estabilizam, o que leva meses.
Perguntas frequentes
É a causa mais comum, principalmente com os dois olhos envolvidos, mas não é a única. Um olho saliente de um lado só, que progride, precisa de investigação com imagem.
Controlar o hormônio é necessário e não desfaz sozinho o que já mudou na órbita. A doença ocular segue curso próprio, e as correções de sequela são feitas na fase estável.
Não. Ela cria espaço para o conteúdo da órbita, com o objetivo de proteger o nervo óptico e devolver o olho a uma posição funcional. A melhora da aparência é consequência.
De forma direta. O tabagismo é o fator de risco modificável mais associado à gravidade e à pior resposta ao tratamento. Parar de fumar faz parte do tratamento.
Não. Muitas são acompanhadas clinicamente. A cirurgia entra quando há músculo preso, visão dupla persistente, afundamento do olho ou defeito extenso.
Outras áreas
Neuroftalmologia
A visão que depende do nervo óptico e do cérebro. Perda visual sem causa aparente, visão dupla, alteração de campo visual e pupilas desiguais.
Conhecer a área
Plástica Ocular e Vias Lacrimais
Pálpebras e o sistema que drena a lágrima. Pálpebra caída, olho lacrimejando, cílios que raspam e reconstrução após retirada de lesões.
Conhecer a área
Oncologia Ocular
Diagnóstico e tratamento de tumores da pálpebra, da conjuntiva, do interior do olho e da órbita, com conduta definida caso a caso.
Conhecer a áreaAgende uma avaliação
Se você percebeu mudança na posição do olho ou tem orbitopatia da tireoide em acompanhamento, agende uma avaliação.
Agendar pelo WhatsApp