Cirurgia Refrativa
Correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo.
A cirurgia refrativa muda o modo como a luz é focada dentro do olho e reduz a necessidade de óculos. O ponto mais importante não é a tecnologia, é a seleção. Operar quem não deve ser operado é a principal causa de problema grave nessa cirurgia.
O que a cirurgia corrige
Miopia
Dificuldade de enxergar de longe. A imagem se forma antes da retina, em geral porque o olho é mais longo que o normal.
Hipermetropia
Esforço para enxergar de perto e, em graus maiores, também de longe. O olho compensa com esforço constante, o que causa cansaço visual e dor de cabeça.
Astigmatismo
Distorção da imagem em todas as distâncias, por curvatura irregular da córnea. O paciente descreve letras com sombra e luzes que esticam.
Presbiopia
A perda do foco de perto que começa por volta dos 40 anos. Tem abordagens próprias, diferentes das usadas para grau de longe.
Quando procurar
Critérios gerais para ser candidato:
- Idade a partir de 18 anos, de preferência 21 ou mais
- Grau estável por pelo menos 12 meses
- Córnea com espessura e formato adequados
- Ausência de ceratocone e de sinais de risco para ele
- Olho sem doença ativa e sem olho seco grave
- Retina avaliada e sem lesões que exijam tratamento prévio
- Expectativa realista sobre o resultado
Reconheceu algum desses sinais?A avaliação começa por uma conversa e um exame completo. Você sai sabendo o que tem e o que vem a seguir.
Agendar consultaComo é a avaliação
A consulta usa vários equipamentos porque cada um responde a uma pergunta diferente.
Refração com cicloplegia. O colírio que paralisa temporariamente o foco revela o grau real, sem a interferência do esforço do olho. É a medida usada no planejamento.
Topografia, tomografia e paquimetria. Mapeiam a curvatura das duas faces da córnea e a distribuição da espessura. São esses exames que identificam ceratocone e definem quanto tecido pode ser tratado com segurança.
Aberrometria, pupila e superfície ocular. Analisam distorções ópticas além do grau comum, o tamanho da pupila no escuro, que tem relação com halos noturnos, e o filme lacrimal, já que o olho seco é a queixa mais frequente do pós-operatório.
O resultado é uma resposta objetiva: você é candidato, é candidato a uma técnica específica, ou não é candidato hoje. Nos três casos, a explicação vem com os exames na tela.
Técnicas
PRK. O laser é aplicado na superfície da córnea, após a remoção do epitélio, que se regenera em poucos dias. Não cria lamela, o que é vantagem em córneas mais finas e em esporte de contato. Os primeiros dias são mais desconfortáveis.
LASIK. Uma lamela fina é criada e levantada, o laser trata o tecido abaixo e a lamela é reposicionada. Recuperação visual rápida e pouco desconforto. Exige espessura de córnea suficiente.
Lente fácica implantável. Uma lente é implantada dentro do olho, sem tratar a córnea com laser. É a alternativa para graus altos e para córneas que não permitem laser.
Troca do cristalino. Indicada em pacientes mais velhos, sobretudo quando já existe catarata inicial. Corrige o grau e trata a catarata no mesmo procedimento.
A escolha sai do cruzamento entre grau, espessura e formato da córnea, idade e rotina. Não existe técnica melhor em abstrato, existe a técnica adequada ao seu olho.
Recuperação
No LASIK a visão melhora nas primeiras 24 horas e o retorno ao trabalho costuma acontecer em 1 a 3 dias. No PRK os três a cinco primeiros dias são de mais desconforto, com a visão melhorando ao longo de semanas.
Nos dois casos os colírios são usados por semanas, o olho seco é comum nos primeiros meses e responde a lubrificação, e piscina, mar e esportes de contato ficam suspensos pelo período orientado.
Perguntas frequentes
Durante o procedimento, não. Depois depende da técnica: no LASIK o desconforto é leve e passa em horas, no PRK os primeiros dias são mais incômodos e acompanhados com medicação.
O tratamento é permanente, e o olho continua envelhecendo. Graus altos e alterações naturais ao longo dos anos podem levar a um grau residual pequeno. A partir dos 40 anos a vista cansada aparece de qualquer forma, porque tem outra causa.
Cirurgia refrativa com laser está contraindicada. Existem outros tratamentos, incluindo o crosslinking para estabilizar a doença e, em casos selecionados, implante de anéis.
Não. As alterações hormonais mudam o grau e a superfície ocular. Recomenda-se aguardar o fim da gestação e da amamentação.
No LASIK, de 1 a 3 dias na maioria dos casos. No PRK, de 5 a 7 dias. Atividades com poeira, água ou risco de trauma exigem afastamento maior.
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