Dr. Luciano de Sousa Pereira Oftalmologia
Área de atuação

Cirurgia de Catarata

A troca da lente natural do olho, com planejamento feito para o seu caso.

Dentro do olho existe uma lente natural, o cristalino, que vai ficando opaca com o tempo. Essa opacificação é a catarata. Ela não é uma película que cresce por cima do olho e não some com colírio. O tratamento é cirúrgico.

Entenda

Como a catarata aparece

A catarata da idade costuma se manifestar a partir dos 55 ou 60 anos e evolui devagar. Diabetes, uso prolongado de corticoide, trauma e inflamações internas antecipam o processo.

Quando operar

A resposta não está no exame, está na sua vida. A indicação surge quando a catarata atrapalha o que você precisa fazer: ler, dirigir, trabalhar, reconhecer rostos, descer uma escada com segurança.

Não é preciso esperar amadurecer

A ideia vem de uma época em que a técnica era outra. Hoje, a catarata muito densa torna a cirurgia mais trabalhosa e aumenta o risco, o que é um argumento contra adiar demais.

Indicação mais firme

Quando a catarata impede o exame e o tratamento da retina, provoca aumento da pressão intraocular ou causa diferença grande de grau entre os olhos, a cirurgia é indicada mesmo com boa visão.

Sinais

Quando procurar

Procure avaliação se você percebeu:

  • Visão embaçada como se houvesse uma névoa constante
  • Cores mais apagadas ou amareladas
  • Luz de farol e de lâmpadas que incomoda e espalha em halos
  • Dificuldade crescente para dirigir à noite
  • Troca frequente do grau dos óculos
  • Necessidade de mais luz para ler
  • Diagnóstico de catarata já feito por outro médico

Reconheceu algum desses sinais?A avaliação começa por uma conversa e um exame completo. Você sai sabendo o que tem e o que vem a seguir.

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Consulta

Como é a avaliação pré-operatória

Essa etapa define o resultado tanto quanto a cirurgia, porque é nela que se calcula a lente a ser implantada. Um cálculo impreciso significa óculos de grau alto depois de uma cirurgia bem feita.

Exame completo e retina. Visão, refração, pressão intraocular, classificação da catarata e mapeamento de retina com pupila dilatada. Havendo glaucoma, degeneração macular ou retinopatia diabética, a expectativa de visão muda, e isso precisa ser dito antes.

Biometria óptica. Mede o comprimento do olho, a curvatura da córnea e a profundidade da câmara anterior. Desses números sai o grau da lente. Em quem já fez cirurgia refrativa, o cálculo exige fórmulas específicas, e informar essa cirurgia é essencial.

Córnea e mácula. Topografia e tomografia avaliam o astigmatismo e a saúde do tecido, a microscopia especular conta as células do endotélio e a tomografia de coerência óptica detecta alterações no centro da retina que a catarata pode esconder.

Superfície ocular. Olho seco não tratado distorce as medidas da biometria. Quando presente, é tratado antes de fechar o cálculo.

Conduta

A escolha da lente e a cirurgia

A lente implantada fica no olho de forma permanente. A escolha é conjunta, a partir do exame, da sua rotina e do que você quer priorizar.

Monofocal e monofocal tórica. Foco único, em geral para longe, com boa qualidade de imagem e alto contraste. A versão tórica corrige o astigmatismo da córnea. É a opção de comportamento mais previsível e serve bem à maioria.

Foco estendido. Amplia a faixa nítida entre longe e distância intermediária, o que ajuda em telas. Reduz a dependência de óculos para perto sem eliminá-la.

Multifocal e trifocal. Distribui a luz em mais de um foco e reduz bastante o uso de óculos. Em troca, pode gerar halos à noite e reduz um pouco o contraste. Exige olho sem outras doenças e córnea regular, e faz parte do trabalho dizer quando não é o seu caso.

A cirurgia. Facoemulsificação: por uma incisão de poucos milímetros, que costuma dispensar pontos, o cristalino é fragmentado por ultrassom e aspirado, e a lente é implantada no lugar. Anestesia local com sedação, de 15 a 30 minutos, um olho de cada vez, com alta no mesmo dia e acompanhante.

Depois

Recuperação

A visão melhora nos primeiros dias e estabiliza ao longo de algumas semanas. É comum sentir o olho arenoso e sensível à luz no começo.

Os colírios são usados por algumas semanas em esquema decrescente, e a adesão faz parte do resultado. Nos primeiros dias, evite esfregar o olho, piscina, mar, sauna e esforço intenso. Os retornos acontecem no dia seguinte, na primeira semana e no primeiro mês, e os óculos definitivos são prescritos entre 30 e 45 dias.

Procure atendimento imediatamente se houver dor intensa, piora súbita da visão ou vermelhidão que aumenta depois de já ter melhorado.
Dúvidas

Perguntas frequentes

Não. A anestesia é feita com colírio ou bloqueio, associada a sedação. Você percebe luz e movimento, sem dor. Algum desconforto leve no primeiro dia é comum.

Depende da lente e das características do seu olho. Com monofocal, você provavelmente usará óculos para perto. Com foco estendido ou multifocal, a dependência diminui bastante, sem garantia de eliminação.

Não, porque o cristalino foi removido. O que pode acontecer é a cápsula que sustenta a lente ficar opaca meses ou anos depois. A correção é uma aplicação de laser em consultório, rápida e sem cortes.

Pode, com o diabetes controlado e a retina avaliada antes. O acompanhamento da retina continua necessário depois da cirurgia.

Trabalhos administrativos costumam ser retomados em poucos dias. Atividades com esforço físico, poeira ou risco de trauma exigem intervalo maior, definido na consulta.

Agende uma avaliação

Se a visão embaçou de forma progressiva ou você recebeu o diagnóstico de catarata, agende uma avaliação.

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